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Dia Mundial de luta contra as Hepatites Virais

Publicação
28/7/18
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Desde 2010 a Organização Mundial da Saúde (OMS) estabeleceu a data 28 de julho como o Dia Mundial de luta contra as Hepatites Virais.

No Brasil, os “top trends” são os vírus das hepatites A, B e C. O quadro clínico pode variar
apresentando sintomas clássicos até pouco ou nenhum sintoma. Quando ocorrem,
eles são similares entre todos os tipos de vírus podendo desencadear:
mal-estar, febre, náusea, vômitos, icterícia (pele e mucosas amareladas), cansaço
e alteração da coloração da urina e fezes. Dessa forma, o diagnóstico é
realizado por meio de exames laboratoriais. 

No entanto, os vírus causadores de hepatite possuem vias de transmissão diferentes e portanto
pedem medidas preventivas distintas. Confira abaixo e fique bem informado.


Transmitida através da ingestão de água e alimentos contaminados. A infecção
tem 100% de resolução, mas a prevenção também se faz importante através de
melhora no saneamento básico, higiene pessoal e de alimentos adequadas,
ingestão de água tratada e vacinação.


Transmitida por via parenteral, ou seja, por meio de objetos contaminados
(laminas de barbear, alicates de unha, escova de dente, agulhas, seringas),
relação sexual desprotegida e durante a gravidez (via vertical). Nos adultos,
5-10% podem evoluir para a forma crônica da doença, que pode levar a sérios
danos no fígado como cirrose hepática e câncer de fígado. A prevenção é a
melhor forma de evitar a infecção, então, fique atento às medidas padronizadas
para uso de materiais descartáveis e esterilização correta em locais que
manipulam sangue (hospitais, salões de beleza, estúdios de tatuagens e
colocação de piercings), não compartilhe objetos pessoais, use preservativos,
realize o pré-natal e faça a vacina.


Transmissão parenteral igual à da hepatite B, porém nesta hepatite a via sexual
e vertical é mais rara. A maioria das pessoas não apresenta sintomas e até 80%
delas evoluem para a forma crônica, que também pode levar a cirrose hepática e
câncer de fígado. A prevenção segue a mesma regra da hepatite B, mas atenção!
Para hepatite C não existe vacina.

Dados da OMS
mostram que no Brasil, uma em cada trinta pessoas pode ter o vírus da hepatite
C e não saber que é portador!

A regra é clara:
Previna-se, vacine-se, faça o teste!

Responsável pelo texto: Dra. Scheila Andrzejewski | Médica Infectologista – RQE 32010

 

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